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Centro de Formação José Salvado Sampaio/FENPROF

Ciclo de Debates 2021

Curso de Formação Certificado pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua de Professores (CCPFC) - Registo nº CCPFC/ACC-111208/21

Notas:

  • A presença e participação em todos os debates permitirá o acesso à certificação do ciclo de debates como curso de formação acreditado pelo CCPFC.
  • A avaliação dos participantes em todos os debates (formandos do cursos de formação) será feita mediante a apresentação de um trabalho escrito com um máximo de duas páginas A4 que deverá ser enviado após a conclusão do ciclo de debates.
  • Cada debate terá a certificação como Ação de Curta Duração.

Próximo Debate

10 de março (17h00 – 20h00) - "Rejuvenescer a profissão dignificando a aposentação"
Eugénio Rosa

Economista

A redução da despesa pública com a Educação em Portugal, a escolaridade insuficiente da população empregada e, a dupla penalização a que continuam a sofrer as pensões.

Júlio Machado Vaz

Psiquiatra

A pandemia veio confirmar o que já sabíamos – o estado psicológico influi poderosamente no desempenho profissional de todos nós. Talvez o exemplo mais falado seja o do burnout, mas fenómenos como o absentismo e o presentismo merecem ser analisados, bem assim como as consequências do aumento exponencial do teletrabalho. Parece-me assim proveitoso que dialoguemos acerca deles.

Carlos Silva Santos

Médico de Saúde Pública

As relações, trabalho, saúde e doença ao longo da vida de professor. A capacidade de trabalho em contextos de novas exigências científicas e tecnológicas. Envelhecimento, saúde e trabalho.

Manuel Nobre

FENPROF

Ações Agendadas

Licínio Lima

Docente da Universidade do Minho

“Diretores escolares em ação: concentração de poderes, autonomia operacional e erosão democrática”- Análise do modo de atuação dos diretores, de como se autorrepresentam, mas também dos contextos concretos onde atuam e das relações de poder que se estabelecem nas organizações escolares. As contradições, as falácias e as ambiguidades que caracterizam o atual regime de autonomia e gestão das escolas.”

Representantes dos três partidos que têm iniciativas legislativas nesta área,
Alexandra Vieira

BE

Ana Mesquita

PCP

Bebiana Cunha

PAN

Manuela Mendonça

FENPROF

Bártolo Paiva Campos

Conselho Nacional de Educação

Se, porventura, a actual política de transferência de competências para as autarquias constituir uma primeira etapa da atribuição às mesmas da responsabilidade da criação e gestão de toda a oferta pública de educação nas escolas, recomenda o CNE que se analise o caminho inverso que está a ser seguido por políticas de municipalização da oferta escolar em outros países.

Carlos Pinto Sá

Presidente da Câmara Municipal de Évora

Governo pretende transferir encargos, também na área da educação, para os Municípios sacudindo para estes, as responsabilidades que não quer cumprir quanto ao investimento necessário na educação. Investir na Escola Pública de qualidade e cumprir a Constituição é o que se exige e é o necessário ao desenvolvimento equilibrado do País.

Heleno Araújo Filho

Presidente da CNTE/Brasil

A transferência de responsabilidade foi marcada pela improvisação e generalização, provocando muitas tensões. De fato a municipalização não foi a solução para a educação básica pública brasileira.

Manuel Pereira

Presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares

Vamos ter necessariamente, e isso já é notório, a educação a várias velocidades, sujeita à sensibilidade de autarcas ou técnicos dos Municípios…, dependendo dos recursos financeiros ou, então, podendo depender de calendários e/ou prioridades que não serão, decididamente as da Educação.

Francisco Almeida

FENPROF

Manuela Esteves

Docente do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa

A igualdade real de oportunidades de acesso, se bem que tenha progredido muito desde o 25 de abril, continua a ser contrariada por fatores de ordem socioeconómica e cultural que importa superar. Por outro lado, é também forçoso colocar, atualmente, a par, a questão do acesso dos jovens a questão do acesso dos adultos.

Cristina Roldão

Investigadora no Centro de Investigação e Estudos de Sociologia/IUL

Democratizar, Descolonizar, Desenvolver, eram os três D da revolução. Em parte, nortearam as políticas do Pós-25 de Abril que procuraram superar as desigualdades sociais que a escola do Estado Novo havia ativamente cavado. De lá para cá, as políticas de promoção da igualdade na educação que se puseram em marcha, tenderam a deixar de fora do debate sobre a democratização escolar a dimensão étnico-racial e o racismo.

Susana Cruz Martins

ISCTE- Instituto Universitário de Lisboa

A análise da diversificação social dos estudantes que acedem ao ensino superior será construída na relação com as políticas que, entretanto, foram sendo concebidas e implementadas para a sua promoção, num processo mais vasto de democratização do sistema educativo.

André Carmo

FENPROF

Eugénio Rosa

Economista

A redução da despesa pública com a Educação em Portugal, a escolaridade insuficiente da população empregada e, a dupla penalização a que continuam a sofrer as pensões.

Júlio Machado Vaz

Psiquiatra

A pandemia veio confirmar o que já sabíamos – o estado psicológico influi poderosamente no desempenho profissional de todos nós. Talvez o exemplo mais falado seja o do burnout, mas fenómenos como o absentismo e o presentismo merecem ser analisados, bem assim como as consequências do aumento exponencial do teletrabalho. Parece-me assim proveitoso que dialoguemos acerca deles.

Carlos Silva Santos

Médico de Saúde Pública

As relações, trabalho, saúde e doença ao longo da vida de professor. A capacidade de trabalho em contextos de novas exigências científicas e tecnológicas. Envelhecimento, saúde e trabalho.

Manuel Nobre

FENPROF

Joaquim Colôa

Docente de Educação Especial

A educação inclusiva reconhecida no direito internacional como um direito humano, (re)afirma as sociedades democráticas atuais. De forma natural configura-se como um valor globalmente aceite, não negociável. A sua natureza realiza-se pela responsabilidade social.

Laborinho Lúcio

Juiz Conselheiro Jubilado do Supremo Tribunal de Justiça

Sentido e valor do Compromisso. As dimensões pessoal, social e relacional do Compromisso. O combate à “globalização da indiferença”. A Educação e a Escola: um olhar comprometido voltado para “a humanidade como comunidade de destino”.

Ana Simões

FENPROF

Francisco Simões

Docente e Escultor. Prémio Lusofonia 2018

Como sair deste círculo vicioso é a pergunta que se impõe. E se, em lugar de nos projetarmos constantemente para um futuro que desconhecemos e que, neste último ano, nos mostrou claramente a sua imprevisibilidade, olhássemos para o passado e tentássemos encontrar nele alguns pontos de referência para a nossa atuação no presente?

Luísa Paixão

FENPROF

Piedade Lalanda

Professora da Universidade dos Açores

O reporte de práticas de bullying nas escolas, por parte de professores, assistentes operacionais e alunos; o silêncio das vítimas, o impacto que os comportamentos de ameaça, aliados ao exercício do poder violento e à agressão, têm no desenvolvimento de relações saudáveis entre pares, na afirmação de uma cidadania responsável em meio escolar e as consequências que representam no processo de construção de identidades adultas, baseadas no respeito pelo outro.

César Soares

Psicólogo Escolar na Escola Básica Integrada de Ribeira Grande

O Bullying apresenta importantes repercussões negativas, a nível do desenvolvimento infantil, sucesso escolar, autoestima, saúde mental e personalidade da vida adulta. Se antes da pandemia o acesso excessivo à internet estava já relacionado com a prevalência do cyberbullying, o fenómeno pode intensificar-se nesta fase de isolamento.

António Lucas

FENPROF

Maria José Grosso

Professora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa

José Pascoal

Professor na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa

O ensino português no estrangeiro, ponte estratégico-política com as comunidades portuguesas ,países de língua oficial portuguesa e comunidades de falantes de outras línguas. é uma realidade complexa, polissémica resultante de mudanças económicas, educativas, sociais e outras e naturalmente em mudança. Há mais de uma década que foi instituído o regime jurídico de ensino português no estrangeiro ( Decreto -Lei n.º 165/2006, de 11 de agosto alterado pelo Decreto- Lei n.º 234/2012, de 30 de outubro), alunos e professores mudaram, têm novas expectativas, novas representações, neste contexto, surge , como reflexão, para o ensino português no estrangeiro, uma pergunta proposta pelo Quadro Europeu (QECR): “De que modo pode a aprendizagem de línguas melhor contribuir para o seu desenvolvimento pessoal e cultural como cidadãos responsáveis numa sociedade democrática e pluralista?”.

Joana Marmelo

FENPROF

* Os debates assinalados têm a INSCRIÇÃO ENCERRADA POR TER ATINGIDO A LOTAÇÃO MÁXIMA DE MIL PARTICIPANTES.

Ficha de Inscrição

O Centro de Formação

Contactos

E-mail: cf.jsalvadosampaio@fenprof.pt
Telefone (horário: 9.00-12.30 – 14.30.18.00): 213 819 190
FAX: (horário: 9.00-12.30 – 14.30.18.00): 213 819 198

Cartaz

Painel da exposição comemorativa da pessoa e da obra de José Salvado Sampaio no espaço cultural “A Moagem – Cidade do Engenho e das Artes”, no Fundão, organizada e concebida pela FENPROF, em 16 de outubro de 2010, no âmbito das comemorações do Dia Mundial do Professor.

Ao criar o seu centro de formação, a FENPROF também quis homenagear uma das referências da nossa profissão, José Salvado Sampaio, “ilustre pedagogo e abnegado defensor da Escola Pública, cidadão de corpo inteiro que, ao longo da sua vida, desenvolveu uma intensa e brilhante ação cívica e política que constitui uma referência para quem luta por uma sociedade mais livre, justa e democrática”. Foi um sindicalista ativo e “uma personalidade respeitada e admirada, a que não era alheio o profundo humanismo que colocava nas suas relações pessoais”. Salvado Sampaio foi dirigente do SPGL, da FENPROF e da CGTP-IN, foi membro do Conselho Nacional de Educação e foi, ainda, um dos obreiros do nosso sistema educativo, com uma participação muito ativa na construção da Lei de Bases do Sistema Educativo.

Mário Nogueira, Secretário-geral da FENPROF, na abertura do Ciclo de Debates 2021
O Homem e o Pedagogo José Salvado Sampaio

“O Dr. Salvado Sampaio é uma personalidade indissociável do combate travado, antes e depois do 25 de Abril, pela democratização do ensino e da cultura. A sua vida foi de uma persistente dedicação à formação da juventude na base dos valores da razão, da justiça social e da cidadania.
A sua intervenção cívica manteve-o atento aos problemas mais prementes da sociedade portuguesa, questionando as decisões políticas tomadas ao nível da Educação e do Ensino, esteve sempre na primeira linha de combate em defesa de uma Escola Pública de qualidade para todos.
Na Escola, na Direção-geral do Ensino Básico, no Centro de Investigação da Gulbenkian, nas estruturas do Movimento Sindical, a sua palavra esclarecida sempre impulsionou e animou os que tiveram o privilégio de o ouvir.
A sua produção escrita ou o seu desempenho em diferentes instituições, como o Conselho Nacional de Educação, constituem uma notável atividade que lhe granjeou o respeito de todos.
O Dr. Salvado Sampaio era um homem de princípios e convicções que assumiu sempre a defesa de acções consequentes com uma sociedade democrática.
Repetindo as palavras de um amigo próximo (Paulo Sucena), podemos dizer que o Dr. Salvado Sampaio era um homem íntegro e bom, generoso e solidário, justo e rigoroso, frontal, mas sempre delicado. Estas palavras, que tão bem o definiram não servem para elogios, que modestamente recusaria, mas são o parco reconhecimento das qualidades de um homem que honrou a sua terra no labor de uma longa vida.
O enorme respeito que nos merece a memória do Dr. Salvado Sampaio só pode servir para, como ele, nos empenharmos na construção de um futuro melhor para todos.”

- Isaura Reis, professora e delegada sindical do SPRC do Agrupamento de Escolas Serra da Gardunha. Primeiro painel de debate. Inauguração da Exposição “Salvado Sampaio: o homem e o pedagogo” realizada pela FENPROF no Fundão em outubro de 2010 no âmbito das comemorações do Dia Mundial do Professor